MORRI, E AGORA? -

Paz e Amor.

Ao ensejo de transmitir-vos algumas palavras no início desta obra, que abrange diversas comunicações enviadas do "lado de cá" da vida espiritual, cabe-me o grato dever de ressaltar também o heróico trabalho dos espíritas, que desde há um século vêm divulgando Os princípios elevados do Espiritismo codificado por Allan Kardec.

Como o Espiritismo não é apenas um conjunto de postulados doutrinários ou simples repositório científico, garantido somente pela pesquisa e produção de fenômenos submetidos às leis invisíveis e do domínio dos desencarnados, mas, acima de tudo, é admirável ensejo de renovação espiritual sob o Código Moral do Evangelho de Jesus, é preciso que saibais quais são os favorecimentos ou os prejuízos que podem se suceder após a morte do corpo físico, conforme seja a maior ou menor integração da alma nesses postulados evangélicos. A porfia do espírito algemado ao organismo de carne terrena é o mais eficiente fator para ele acelerar a sua dinâmica de pensar e desenvolver a sua pureza de sentir! Os problemas econômicos e as vicissitudes morais, que se apresentam cotidianamente à perplexidade do espírito reencarnado, têm por função obrigá-lo a movimentar os recursos da razão e afinar a emotividade do coração.

Não é preciso "morrer" fisicamente para se "sobreviver" espiritualmente, pois sempre viveis na eternidade, a qualquer momento, sem que se quebre o elo de sustentação interior, que garante a imortalidade de vossa consciência espiritual. Mesmo quando submetido à lei de retificação cármica, em que o espírito "dorme", asfixiado no corpo de um imbecil ou delira no corpo do doido furioso, ainda se pode comprovar a sua indiscutível presença, quer durante os fugazes reflexos de consciência, quer na experimentação comum da hipnose.

A desencarnação pode ser associada ao fato do escafandrista, que se deveste do seu traje pesado à margem do rio ou do lago, para em seguida reintegrar-se na posse completa dos seus movimentos e emoções, que só lhe são naturais à superfície da terra. Mudais de plano vibratório sem Modificardes o vosso interior, porquanto a morte do corpo físico não é fenômeno miraculoso, que faça eclodir a sabedoria no espírito ocioso ou a ternura na alma cruel. O vosso organismo carnal, à semelhança de um biombo espesso, torna-se um forte interceptador da luz do espírito; o seu desaparecimento, ou a sua desintegração no seio da terra, favorece a alma para que esta clareie o seu campo de consciência e ative a memória preexistente ao nascimento físico. O fenômeno pode ser comparado à luz de uma lâmpada que se projeta a maior distância, assim que lhe afastem os biombos ou anteparos que lhe reduziam a expansividade luminosa! Na verdade, é a nossa mente que se transfere de um plano vibratório mais denso para outro mais sublimado, qual um facho de luz que deixa de iluminar a superfície opaca de um vaso de pedra, para focalizar-se unicamente no seu líquido interior.

Fonte: A Sobrevivência do Espírito – Obra mediúnica ditada pelo espírito Ramatis ao médium Hercílio Maes.

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