A INFÂNCIA DE JESUS -

Jesus nasceu numa época em que a energia coletiva da Terra estava construtivamente qualificada em seus níveis mais baixos desde os dias de Atlântida. Sua vida e Sua Missão bem sucedida mudou o rumo dos acontecimentos.

Jesus nasceu sem karma. Em encarnações anteriores Ele foi Apolônio de Tyana, Zoroastro da Pérsia, o Profeta Josué e José do Egito.

O agora Mestre Ascensionado El Morya ( que foi um dos “Três Reis Magos”, juntamente com os agora Ascensionados Mestres Kuthumi e Djwall Kuhl ) recorda Sua encarnação anterior como se segue: Também eu segui a Estrela, há muito tempo atrás, até os pés de um infante. Posso afirmar-lhes que a jornada não foi tão glamourosa, romântica e bonita como é descrita hoje em dia, e que os Três Reis do Oriente não cavalgaram facilmente em grandes caravanas poderosas e ricas. Nós nos juntávamos a elas, é verdade, pois os viajantes daqueles dias raramente atravessavam aquelas vastas extensões de terras desertas sozinhos, mas nós estávamos encarnados.

Tínhamos estudado os céus durante muitos anos, cada um em seu próprio país.

Não tínhamos comunicação um com o outro e cada um, quando a constelação apontou para aquele determinado momento cósmico, sentiu que a hora da visitação havia chegado, e cada um, com algum sacrifício, padecimento e exposição ao ridículo perante os compatriotas, deixou a comparativa segurança de seus lares para seguir uma estrela. Houve noites em que as nuvens cobriam o céu e as estrelas não brilhavam assim como há períodos durante sua caminhada pela trilha espiritual em que sua estrela parece ter sido obliterada no céu, e no seu coração você se pergunta se realmente existe uma Luz Guia.

Posso compreender isso porque eu trilhei cada passo desse caminho, seguindo uma estrela, e posso assegurar-lhes, com a confiança e a fé conseguidas com minhas próprias energias, de que valeu o investimento de cada elétron tirado do coração da Presença e usado para impulsionar o corpo em direção àquele humilde estábulo em Belém.

Eles, os Três Reis Magos, não eram apenas reis em seus países, mas sacerdotes e astrólogos pertencentes á Ordem dos Essênios, ordem esta que era a depositária do “segredo” do nascimento daquele menino. Apesar disso, as Escrituras já previram e todos aguardavam o nascimento do Messias.

A Missão de Jesus tinha que coadunar-se com as Leis tal como ela era aplicada á Terra naquela ocasião. Ele não recebeu privilégios especiais, tal como o dom da consciência consecutiva. Ele foi atado ao “vínculo do esquecimento” como qualquer outro fluxo de vida á procura de sua evolução sobre o planeta Terra. Portanto, quando Ele acordou como um lindo recém-nascido, nos braços de Maria, ou mais tarde, quando mais velho, Ele não tinha lembrança de Suas encarnações anteriores. Somente, como parte de Sua Missão, recebeu o privilegio de poder transmutar uma quantidade adicional de karma e por esse motivo, Ele conseguia realizar mais curas do que poderia fazer se não tivesse recebido esse privilégio.

Foi bom que uma grande intercomunicação se tivesse estabelecido entre Eles e o Reino Angélico, pois, logo após o nascimento de Jesus, Maria viu José em pé na soleira da porta. Ele estava mito perturbado. José disse que acabara de receber um aviso, mas não estava seguro de sua fonte. Teria sido um Anjo ou fora Deus? Na Sua consciência, ficara impressa a urgência de fugir para o Egito. José tinha dúvidas, pois achava que era injusto que um recém-nascido, com tal missão a cumprir, fosse vítima tão cedo da crueldade de Herodes. Juntos rezaram e Maria recebeu a confirmação, no âmago de Seu coração, de que deveriam partir.

Como atrás deles o sangue dos recém-nascidos inundava as ruas, Maria ( e mais tarde, Jesus ) fez um voto de que Ela assistiria cada uma das crianças que tivesse estado envolvida nesse ato brutal, a atingir a Ascensão numa futura encarnação.

Essas crianças haviam morrido por causa da Missão deles. Maria tomou seu pequeno filho nos braços e, junto a José, deixou o abrigo de seu lar e partiu para o Egito, uma terra cheia de perigosa vida animal. Foi uma longa e cansativa jornada rumo ao Egito, com muitas noites em claro, escapando dos soldados de Herodes.

Desde quando Jesus era apenas uma pequena criança, Ele já manifestava uma pureza de espírito. Seus sentimentos eram bem desenvolvidos. Tinha todos os sentidos sensoriais perfeitos. Além disso, possuía uma grande intuição. Jesus não viveu em um “mundo charmoso e privilegiado”. Ele viveu entre a assim chamada imperfeição. Foi solicitado que vivesse entre os pobres e os doentes de mente e corpo. Naquele tempo não havia instituições públicas para afastar da vida pública pessoas desse gênero. O belo garoto, vestido com suas simples túnicas brancas, sandálias feitas por José, estava exposto ás pressões dos pensamentos dos muitos planos, com apenas o amor de Maria e José como proteção.

Os pais de Jesus foram seus primeiros professores. Maria disse-lhe que só dependia Dele aceitar a realidade do mundo cheio de imperfeições, tais como a aparente doença e sofrimento, ou “glorificar o Senhor”. Jesus disse mais tarde que essas palavras o ajudaram imensamente, em Sua Missão, e que muitas vezes preservaram Sua sanidade. José também aplicava frequentemente esse princípio.

Maria afirmou que existe sempre essas escolha –Se sintonizar com as aparências do mundo e com isso, fortalece-las, ou escolher fortalecer o poder de Deus, direcionando o foco de sua energia e atenção para a Presença I AM de si mesmo, mantendo a própria atenção focalizada, até que o “eu” interno ganhe confiança. Quando o jovem Jesus vinha para Maria com machucados em seus pés e joelhos, Ela dizia: “Não vamos aumentar o machucado ou esta cicatriz.

Vamos glorificar Nosso Senhor.” Então, focalizando sua atenção no padrão perfeito, o Homem feito á imagem e semelhança de Deus, Maria, José e Jesus atraíam as correntes de Cura e Paz de Suas Presenças Divinas através de Si, até que a aparência de imperfeição desaparecesse. Faziam isso sistemática e diariamente. Assim, juntos construíram uma vibração que seria a base para enfrentar as dificuldades dos dias ainda por vir e assim, para enfrentar a própria morte.

Quando Maria e José estavam no Egito, passaram por muitas experiências que testaram Sua fé e poder de concentração. Uma manhã, Maria viu Jesus brincando na praia do Nilo. De repente, um grande crocodilo apareceu ao Seu lado. O crocodilo tinha a boca aberta e por instantes, Maria ficou aturdida. Então, controlou-se visualizando Jesus envolvido na proteção de Deus, até que o crocodilo finalmente se afastou. Jesus não se deu conta de que havia algo de pouco usual nesse acontecimento; apenas acenou para sua mãe e continuou a brincar.

Á tenra idade de 5 anos, Jesus foi levado ao Templo de Luxor e tal como acontecera á Sua mãe, a severa disciplina dos sacerdotes do Templo foi revivida.

Maria não teve permissão para testemunhar o treinamento de Jesus, tendo que esperar do lado de fora do Templo, sob o forte sol, á sombra de uma figueira, enquanto o menino Jesus era instruído, desde a manhã bem cedo até de tarde.

Algumas vezes, após sair do Templo, Maria notava gotas de transpiração em Sua testa e profundas olheiras sob os olhos. Ele tinha que passar por testes e disciplinas das quais homens e mulheres adultos tinham se esquivado e no entanto, Maria não podia interferir. Era Sua obrigação conceder-lhe completa liberdade, uma liberdade na qual não há medo.

De Sua infância, Jesus falou: “Eu também tomei consciência de um mundo de forma, de um mundo de sombras, e tive que encontrar no meu íntimo a razão e propósito de meu Ser. Bem me lembro daqueles primeiros dias no Egito quando fui levado, em tenra idade, àqueles Templos, quando aprendi a Lei com os sacerdotes. Recordo minha gratidão pelo amor de minha mãe e meu pai, que contrabalançavam a austeridade, a disciplina, a tremenda pressão solicitada, a uma criança, que havia requerido a proficiência em um dos Templos de Luxor.

”Quando Maria tinha permissão para acompanhar Jesus ao Templo, recebia particularmente a mesma instrução pelo Hierarca do Templo, Seraphis Bey. Era instrução sobre a retenção da respiração e ressurreição do corpo, preparando-A, assim, para os acontecimentos vindouros.

Fonte: O PLANETA TERRA SUA ORIGEM SUA HISTÓRIA SEU DESTINO