A DISPENSAÇÃO CRISTÃ -

A cada século, dentro dos 2.000 anos de um Ciclo, os Senhores do Karma dão uma dispensação de energia à Hierarquia Espiritual da Terra. O Senhor do Mundo, o Instrutor do Mundo e o Maha Chohan decidem, em Conselho, qual a melhor maneira de investir essa energia. Eles examinam as individualidades espiritualmente adiantadas que podem desempenhar um papel para pôr em execução a dispensação, examinam as condições existentes sobre a Terra e investigam a aplicação da Lei Cósmica sobre a Dispensação. Baseados nesses fatores, apresentam um plano para a Grande Fraternidade Branca. Cada membro, então, convoca vários chelas, oferecendo-lhes a oportunidade de participar do plano, desde que possuam qualificações e se ofereçam como voluntários para esse serviço. A Dispensação Cristã foi trabalhada aos níveis internos muito antes que Jesus assumisse Sua Missão. O Ciclo predominante era o Sexto Raio da Devoção, e a Dispensação estava destinada a dar maior glorificação possível aos fluxos de vida que encarnariam durante os próximos 2.000 anos, sob a radiação benéfica desse Raio. Antes que compromissos individuais fossem tomados, toda a Dispensação Cristã foi projetada sobre a Tela Cósmica, mostrando como seria primeiramente originada e desenvolvida por um humilde grupo de individualidades e, depois, como a Dispensação amadureceria mais intensamente à medida que um maior número de pessoas se dedicassem ao serviço. Ao final da apresentação, foram solicitados voluntários. Jesus, Maria, José, João Batista, e pessoas que seriam os discípulos de Jesus estavam entre os voluntários e os eventualmente qualificados. Foi solicitado ao Lorde Maytreya que testasse a força de cada voluntário e, através do processo de iniciação, alguns fluxos de vida foram eliminados. Maria também passou por um teste que durou três horas. Durante esse período, Maria teve que provar que podia sustentar sua atenção e manter a imagem concentrada na Natureza Divina de Jesus como uma criança de Deus, contra qualquer força mental e pressão concebíveis enviadas a Ela por um Mestre.

Parece ser um teste fácil, mas não o é, se imaginarmos que, sem pressões ou sugestões do meio ambiente, um ser humano dificilmente mantém o pensamento em uma única coisa por mais de 5 minutos seguidos, tendo o pensamento desviado por qualquer outra coisa que ocorra enquanto isso. Ao final dessa iniciação, foi dado a Maria o direito de encarnar e aguardar a vinda de Jesus. Uma das razões porque Maria foi qualificada decorreu do fato de que Ela havia sido treinada sobre o Poder da Concentração –concentrar-se em um conceito de cada vez – por ter servido em Templos para Elementais em Eras precedentes. Foi lhe avisado que o teste pelo qual passara era menor, comparado aos que teria que enfrentar quando a viciosidade de algumas forças das trevas fossem lançadas contra Ela. Antes de encarnar, Ela solicitou, e foi lhe concedido, o favor que veio tornar-se o mais essencial para o sucesso da Missão de Jesus. Ela solicitou que o Arcanjo Gabriel lhe anunciasse a vinda de Jesus no futuro, quando Ela estivesse encarnada e não retivesse a consciência de Sua Missão. Quando era criança, Maria tinha interesses diferentes dos das outras meninas da Judéia. Enquanto outras crianças brincavam com bonecas, Ela contemplava todas as profecias do Velho Testamento e desenvolvia uma grande devoção à amada Vesta. Ela recebeu de Vesta o sentimento de Divino Amor materno e o Sentimento da Doçura. Com a idade de três anos, Maria foi levada por seus pais, Joaquim e Ana, para o Templo de Luxor para receber instrução. Seus pais, Joaquim e Ana, eram membros da Fraternidade Branca e a Ordem dos Essênios e tinham recebido o comunicado a respeito da missão da pequena Maria, o que os levou a fazer tudo para prepara-la. Em Luxor, ela permaneceu até atingir a maturidade. Era uma vida solitária para uma criança e as severas disciplinas não foram suavizadas nem mesmo para uma criança tão jovem. Os sacerdotes treinaram-na nos poderes de concentração. Dessa maneira, Ela estaria preparada para Sua futura Missão, de sustentar firmemente a “Concepção Imaculada”, que é a Divina Concepção do Homem, para seu filho, Jesus. Enquanto suas jovens amigas deleitavam-se com jogos de crianças e brincavam nos relvados, Maria, aos cinco anos, tinha a tarefa de copiar textos das Escrituras. Sua tarefa era manter a atenção presa ao trabalho e não deixar-se distrair pelo Sol brilhante ou pelo som das crianças brincando. Durante sua estada no Templo, Maria teve que passar por alguns testes severos e iniciações. Ela disse aos estudantes da Fraternidade que esperava que nenhum outro ser tivesse que passar pelos mesmos testes novamente. As tardes, Maria encontrava descanso e solidão recolhendo-se a um lugar quieto onde recebia o conforto de Sua Chama Gêmea, o Arcanjo Rafael. Ela desfrutava muito a felicidade dessa associação e a beleza dessa companhia. Maria cresceu em beleza e graça, e os Anjos eram seus constantes companheiros, apreciando as constantes lições juntos. Praticamente não existia véu nenhum entre o Reino Angélico e Seu próprio doce Ser. Ela era verdadeiramente a “Rainha dos Anjos”. Mais tarde, pouco antes de deixar o Templo, a lembrança de sua associação com os Anjos tornou-se mais vaga. Durante esse período, Maria tinha que meditar, em Seu coração, sobre a unidade de Deus e Sua criação perfeita, o Homem. Maria explicou aos estudantes que o tipo de camaradagem e amizade estabelecidas entre o indivíduo e sua Presença Divina, nas tarefas o diárias da vida, constroem um “momentum” para ele. Ela continuou afirmando que nunca estendia a mesa, nunca varria o chão, nunca plantava uma flor, nem cuidava de um animalzinho (Sua grande paixão) sem fazê-lo com a certeza de que era a vida de Deus que lhe permitia realizar aquela tarefa, e ela cumpria para a Glória de Deus. Toda a juventude de Maria foi dedicada, com zelo, a sua preparação para o momento em que Sua Missão deveria começar. Após sua saída do Templo, Ela passou por um processo de esquecimento sobre o que tinha aprendido e treinado, como forma de fazer o teste final de que os ensinamentos tinham penetrado fundo em Sua consciência. Era necessário também que Ela não se lembrasse para não estragar a juventude de Jesus, que deveria, em princípio, ser igual a de qualquer outra criança. José era membro da Irmandade Essênica, um homem muito adiantado espiritualmente. Tinha um conhecimento muito bom da Lei Cósmica, e Ele transmitiu esse conhecimento á Maria. Foi sua força silenciosa, sua serenidade e dignidade que ajudaram Maria durante muitas das difíceis experiências pelas quais Ela passou mais tarde em Sua vida. Finalmente, se casaram e Maria vivia em um estado de constante “graça auditiva”, ou seja, não dava ao pensamento e ao comportamento uma atitude relaxada e sim, mantinha uma conexão permanente com o Seu Cristo Interno. Portanto, foi fácil para o Arcanjo Gabriel desempenhar o pedido que Ele havia concedido a Maria antes de Sua encarnação, aproximando-se Dela com as palavras triunfantes: “Ave Maria, cheia de graça”. Ele comunicou a Maria que, através de Seu corpo, viria a forma física de Jesus, que seria o Messias. Foi solicitado a Maria que contasse apenas a José e Sua prima Isabel esse acontecimento. Sua prima estaria esperando o nascimento de João Batista e á ela também foi dado o comunicado do futuro nascimento do Batista. Se Maria não estivesse em um constante estado de graça auditiva, o que significa estar sempre preparada para escutar a pequena e tranquila voz interior, ela não teria recebido a Mensagem de Gabriel. Maria e José prepararam-se para o nascimento de Jesus. Maria fez pequenas roupas para o infante, e juntos planejaram seus futuros para que pudessem ter a força para cumprir Suas Missões em Glória. Jesus nasceu numa época em que a energia coletiva da Terra estava construtivamente qualificada em seus níveis mais baixos desde os dias de Atlântida. Sua vida e Sua Missão bem sucedida mudou o rumo dos acontecimentos. Jesus nasceu sem karma.

Fonte: O Planeta Terra Sua Origem Sua História Seu Destino.