A VIDA NO SOL Parte 2 -

"Paz e Amor" Que Deus nos ilumine os pensamentos para melhor compreendermos as diretrizes fundamentais de nossa Felicidade. Ramatis

"Pergunta: - Temos hoje mensagem mediúnica intitulada 'Informações Científicas do Sol', pela médium G.D., já desencarnada e atribuída ao espírito do monge Voes. Como o assunto parece-nos lógico, em certos pontos, apreciaríamos as considerações do irmão. Devíamos lê-la no momento?

"Ramatis: - Já estamos de posse do assunto. Embora não seja de importância vital doutrinária, talvez vos sirva de estudo para melhor avaliardes os múltiplos processos da Criação Divina.

"Pergunta: - Extraímos várias perguntas do teor mediúnico transmitido pelo dito monge Voes, sendo a primeira a seguinte: 'O Sol é um gerador de luz, conforme diz a mensagem ou é um corpo incandescente?'

"Ramatis: - Calculam vossos astrônomos que há 100 bilhões de estrelas luminosas compondo a galáxia de que a Terra faz parte, estrelas estas que ainda distam do estado físico semelhante ao vosso orbe. Em face de a Lei que governa todas as manifestações no Cosmos ser Única e Imutável, cada corpo luminoso que mencionamos é um mundo obedecendo integralmente ao mesmo ritmo evolutivo de todos os que lhe antecederam e se extinguiram. O processo 'nascer, crescer e morrer' dentro do eterno transformismo do Universo, sujeita-se à mesma Lei que age implacavelmente no micro e no macrocosmos.

"Examinando a trilogia 'Sol-Terra-Lua', verificareis, respectivamente, três idades distintas e comuns a todos os corpos celestes que podeis classificar: infância, mocidade e velhice! O Sol, imenso corpo de energias incalculáveis, na exuberante juventude sideral, caminha, também, implacavelmente dirigido pela mesma Lei que age no átomo, para o estado atual da Terra e, futuramente, para a condição da Lua. "Reproduz, presentemente, a mesma fase já vivida pela Terra e pela Lua, sendo que esta última não passa de planeta exaurido em suas energias. Corpo petrificado, rígido em absoluto, impróprio à vida, nas condições similares dos mundos físicos, a Lua é o triste viandante a caminho da sepultura do Infinito! "Em longínquo futuro, sua massa hirta, esgotada, fundir-se-á no Todo, em inconcebível temperatura provocada pelo choque d'outro corpo em idênticas condições físicas. Consumindo-se no Imensurável, esse globo exaurido libertará todas as combinações moleculares de sua estrutura, e os átomos livres retemperar-se-ão na Energia Cósmica, para servirem a outros orbes planejados na Mente Divina! Este é, também, o futuro da Terra, e, consequentemente, o futuro do Sol! "Desde que a vossa Terra já foi um mundo incandescente, um sol pletórico de espantosas energias, destinado ao indesviável resfriamento fatal a todos os mundos, é óbvio que se fosse um corpo ígneo, em combustão, quando de sua infância planetária, hoje estaria extinto, consumido, carbonizado! No entanto, é ainda um orbe de energias radiantes, produto da concentração das forças cósmicas em sua intimidade. "O Sol, destinado alhures a reproduzir o estado atual da Terra, e, também, futuramente o da Lua, é poderosa usina de potencial cósmico em contínua transformação química. Olhai a Lua e reconhecereis o futuro da Terra e do Sol; olhai o Sol e comprovareis o passado da Terra e da Lua! "A vossa ciência astronômica assegura que o Sol já ultrapassou a existência de 3.000.000.000 de anos-Terra. Se porventura fosse substância em ignição a consumir-se em chamas, provavelmente ter-se-ia extinguido em menos de 10.000 anos terrestres.!

"Pergunta: - Ser-nos-ia possível receber uma ideia aproximada de que o Sol não arde em chamas? "Ramatis: - O que ocorre são radiações extraordinárias, provenientes de inconcebíveis modificações químicas que se transmutam dum tipo para outro, desdobrando-se e libertando suas próprias energias. Essas substâncias que se transformam, de núcleo instável, libertam energias em forma de eletrônios de carga positiva, que vão abalroar com protônios doutros corpos e assim sucessivamente, passando por várias fases gradativas e firmados no átomo de carbono. "Portentosas energias derivam-se desses incalculáveis processos ocorridos no mundo infinitesimal da atmosfera solar e vos atingem nas mais variadas expressões de nutrição ao globo terrestre. Não há extinção nessas reações, porém, expansão de assombroso potencial radiante que se desprende pela fragmentação dos núcleos atômicos das substâncias em ininterrupta mutação. "A gradual exaustão do hidrogênio em todas as transformações e consequente redução da esfera solar, para um volume mais compacto e abaixamento da temperatura, conduzirão o Sol, indiscutivelmente, para um resfriamento total passando para a fase em que atualmente se encontra a Terra.

"As estrelas 'mortas' que vedes no céu, pelos vossos aparelhos humanos, são aquelas cujo hidrogênio se acabou. Algumas ainda conseguem alimento novo e nutritivo, quando atravessam zonas de nuvens gasosas do espaço interestelar. Sugam o hidrogênio radiante e acentuam o seu brilho, para surpresa dos astrônomos que as veem surgir e desaparecer sem motivos científicos explicáveis, denominando-as estrelas variáveis ou pulsantes. "Em correspondência com essa Lei Cósmica nos céus, também vós efetuais acúmulo de hidrogênio e hélio em vossos perispíritos, proporcionando-lhes o brilho áurico na crosta, em sintonia com o ambiente e as influências a que sois submetidos.

"Pergunta: - A terra então exerce também certa 'sucção' na energia solar?

"Ramatis: - Assemelha-se a gigantesco condensador que atrai e absorve intensamente as forças irradiadas da esfera solar, cuja energia impregna toda a intimidade do vosso planeta e armazena-se através de múltiplas alterações químicas e físicas. A luz ou a chama que brilha em vosso orbe, onde quer que seja, é energia solar arquivada no seio do vegetal ou do mineral. O próprio sangue que circula em vossas veias, é o produto do dinamismo vital facultado pela energia solariana. "O carvão mineral suplanta o seu congênere vegetal, porque pôde acumular as forças provindas do Sol em milenárias absorções. Na combustão liberta energia que em seu seio permanece há milênios, após havê-la recebido pelo espaço, na expansão radioativa solar. Em todas as tradições e atividades no vosso mundo, nos movimentos esotéricos e sagrados, verificareis que o símbolo do 'fogo' jorrado do Sol é ainda o testemunho de que vos nutris dele, por acumulação e sucção!

"Pergunta: - O monge Voes, em sua mensagem, fala em habitantes no mundo solar, e o irmão S.A., aqui presente, diz que a análise espectral do sol assegura uma temperatura na coroa solar de 6.000 e poucos graus centígrados!?

"Ramatis: - O espectro solar permite verificar que o ferro vaporizado na coroa solar perde de 10 a 13 eletrônios do seu complemento normal, fato esse que só pode ocorrer em temperatura aproximada de 6.000 graus centígrados. Essa suposição é baseada no exame da periferia solar, da sua atmosfera externa. Mas na realidade essa temperatura decresce à medida que se baixa ao seu interior. (Veja-se a analogia explicada na ADENDA à pagina 14).

"Pergunta: - O irmão S.A. adianta que os sábios terrenos atribuem a temperatura de 40.000.000 de graus ao interior do Sol, enquanto o irmão Ramatis deixa-nos entrever menos de 6.000 graus centígrados?!

"Ramatis: - A mesma Lei que rege a disposição dos átomos no interior das moléculas regula o metabolismo solar ou o equilíbrio cósmico das galáxias que serpenteiam na tela celeste. Da mesma forma que a modesta chama de uma vela de sebo é mais quente na sua periferia do que no centro, também esse princípio imutável disciplina a temperatura na coroa do Sol. "Conhecendo o volume do Sol, mais ou menos 1.300.000 maior do que a Terra, se fizerdes cálculos decrescentes, partindo de 6.000 graus de calor na periferia atmosférica solar, para o seu interior, conseguireis obter temperatura quase compatível com a terrestre, embora inadequada ao vosso tipo biológico. Acresce que não se trata de globo em ignição, consumindo-se em chamas devoradoras; mas de um astro exsudando um potencial de energias libertas pelas transmutações químicas incessantes, que se alteram noutras formas e equações. "Essa energia, projetada em expansão centrífuga, centuplica o seu calor pela velocidade adquirida e pelo atrito, tornando-se consideravelmente mais elevada à distância da fonte geradora. Nos problemas aviatórios de vosso mundo, nas 'barreiras de sons', 'barreiras térmicas' e futuras barreiras eletromagnéticas, fluídicas, etéricas e prânicas, podeis obter ilações em analogia com a superativação calorífera da periferia solar. "Os 6.000 graus de calor pressupostos da Terra, no exame do espectro solar, em cálculos de decrescença aritmética dar-vos-ão a temperatura normal da superfície sólida do Sol. Em vosso próprio mundo terreno, conheceis organismos unicelulares que podem viver à temperatura de 80 a 100 graus centígrados, nas conhecidas fontes termais. Os seres que vivem no Sol são constituídos por outros tipos fisiológicos, portadores de tecidos sem analogia na vossa nomenclatura específica humana. "O absurdo é conjeturardes a vida noutros planetas tomando por base as vossas expressões morfológicas. Para nós, espíritos desencarnados, o vosso padrão biológico de expressão terrestre está ainda muito aquém das maravilhosas estruturas das esferas de transparência cristalina, onde os corpos humanos, maleáveis, flexíveis e plásticos, copiam as ondulações de flocos de luzes pairando no espaço.

"Pergunta: - Então existem habitantes no Sol, como diz o monge Voes? "Ramatis: - São criaturas dotadas de 'corpo fluídico', quase diáfano, como alabastro, diz-vos o monge comunicante. Suas vibrações rapidíssimas imunizam-nos do meio cáustico-físico, em faixas vibratórias diferentes. Os vossos receptores de ondas hertzianas revelam-vos princípios análogos, na terminologia de 'ondas longas, médias, curtas e ultra-curtas', que palpitando nas mesmas zonas não se interferem. "As materializações incomuns de espíritos em chamados trabalhos de 'efeitos físicos', em que atravessam paredões espessos sem encontrar obstáculos vibratórios, dão-vos também ligeira ideia dos habitantes solarianos, 'diáfanos', que não sofrem a ação constritiva do meio.

"Pergunta: - Mas o monge dá a entender como se fossem criaturas de corpo material!? "Ramatis: - Denominais 'material' baseando-vos na forma de vosso mundo e nos tipos de vossos organismos. Entretanto vossos corpos atuais, comparados às espécies antediluvianas, verdadeiras rochas petrificadas com movimentos independentes, seriam considerados 'diáfanos'! "Os espíritos que vivem no Sol podem ser considerados portadores de corpos materiais, sem que por isso devam possuir estruturas exatamente iguais às vossas. Direis melhor: organismos de matéria rarefeita, quintessenciada! "Eles se sentem reais, vivos, dinâmicos e são muito mais vibrantes e plásticos nos seus movimentos do que as vossas grosseiras carapaças de carne e ossos. Não se consideram agindo em "corpos fluídicos ou diáfanos', porque não conhecem, no estado em que vivem, os 'corpos materiais' dos terrícolas para fazerem as devidas oposições. Tudo lhes é coerente com o meio em que vivem e não em fundamento com a morfologia da Terra. "O monge não pretendeu dizer-vos 'corpo fluídico, diáfano', criando um oposto do corpo material terrestre, mas teve que servir-se dos recursos mentais da médium, para dar uma ideia que no Sol os habitantes têm forma e limitações mais ou menos em analogia com os humanos. Trata-se mais de um esforço do comunicante, em sucessivas aproximações mentais, para que possais firmar ideia compatível às vossas convenções e terminologia comuns. "Os solarianos vestem-se de acordo com a reação do meio, com os elementos extraídos em torno, assim como vós desceis aos fundos dos rios revestidos de escafandros protetores, ou agis no meio do fogo envergando seguros trajes de asbesto, incombustível. O que fazeis acidentalmente, em vários mundos os seus habitantes podem executar permanentemente.

"Pergunta: - Reconhecemos a dificuldade, mas deixamo-nos preocupar pela descrição ao gosto terreno, como árvores, colinas, alimentação de frutas, etc. "Ramatis: - É óbvio que a transmissão de 'estados e formas' de planos desconhecidos aos vossos sensórios, não podem ser esclarecidos satisfatoriamente. Necessitareis de recursos incomuns, 'sui generis', ao nível das descrições insólitas, o que sucederá após a vossa libertação do casulo terrestre. "Servimo-nos do vocabulário específico dos médiuns e escolhemos as imagens que melhor se aproximem das ideias em trânsito. Quando hoje vos falamos em 'radiofonia', 'televisão' ou 'cinematografia', vossas mentes não se perturbam nem revelais dificuldades de assimilação. No entanto, imaginai as dificuldades e as reações dos ouvintes, se fossem tentadas essas mesmas descrições há 2.000 anos, aos hebreus, romanos ou gregos? "Quando falais em 'arranha-céus' para os selvagens, estes fitam suas choças de palha e imaginam 20 choças, umas sobre as outras, formando duvidosos arranha-céus. E se vos perguntarem, ingenuamente, por que o vento não derruba esses edifícios de choças amontoadas, é possível que ficaríeis espantados com a pergunta. Assim também vós fazeis conosco: transformais nossas ideias ao nível de vossas formas rotineiras e duvidais, então, da realidade insólita.

"Pergunta: - Contentar-nos-emos com uma descrição aproximada. "Ramatis: - A comunicação do monge Voes reflete a paisagem terrestre, em face de vocabulário comparativo à realidade solariana. Olhai em torno de vós e tornai mais transparente o que examinais, acrescentando cores mais vivas, translúcidas às árvores, às colinas, à vegetação e às flores! Revesti de irradiações e cintilações coloridas os seres e os animais; transformai os pássaros e aves em flocos de luzes argênteas ou matizes da pedras preciosas. "Imaginai que se irradiam, dos seres humanos, correntes fluídicas de simpatia e de júbilo e que vos penetram dando-vos alento e gosto pela vida! Há melodias no ar, como diríeis em cândida poesia! E também um sentido profundo de fraternidade cósmica! Esta evocação poética seria uma pálida ideia da vida no Sol. Não vos podemos dar descrição mais nítida. "Cremos que dificilmente compreendereis a seguinte descrição: 'monstros de carapaça petrificada, fauces repletas de navalhas pontiagudas, firmando-se em raízes vivas e aduncas, de olhar vítreo e imóvel, agitando-se pesadamente no seio do oxigênio viscoso e apoiados na cauda óssea'. Surpreende-vos o tipo estranho, que não podeis associar na mente. No entanto, trata-se do conhecido jacaré no seio líquido, o que fizemos por analogia descritiva! A ideia de oxigênio viscoso, em vez de simples citação de água, confundiu-vos ainda mais a concepção! Imaginai, pois, as dificuldades que encontrou o monge Voes para vos dar noções sensatas do 'habitat' solariano.

 "Pergunta: - O irmão podia clarear-nos a ideia de 'cintas e zonas' no Sol, conforme relato do monge Voes? "Ramatis: - São zonas vibratórias que melhor correspondem às reações dos solarianos, dotados de corpos mais sutis que os vossos. Em face de o Sol ainda não oferecer o estado físico definitivo do vosso mundo terráqueo, sua atmosfera é menos definida fisicamente, em comparação à vossa. Não podemos defini-la, absolutamente, traçando uma linha divisória completa que marque a superfície 'solo' e imediatamente 'ar atmosférico ou espaço imaterial'! "A crosta solar não termina, subitamente, mudando para uma zona atmosférica absoluta e que modifica até o tipo de locomoção, exigindo o sistema aéreo, como fazeis. O solo nesse astro, ainda não apresenta a solidez costumeira da vossa terra-superfície; se é mais rígido e firme para o interior do astro, vai-se rarefazendo cada vez mais para a sua periferia, confundindo-se vibratoriamente no ponto exato em que devia começar a atmosfera. "Os habitantes do Sol conceberam uma divisão em zonas, desse 'solo material, semi-material e aéreo' que vai se rarefazendo gradualmente, sem a violência divisionária de superfície e atmosfera terrestre. E para melhor compreensão à sua terminologia, os solarianos consideram como 'cintas' exatamente os pontos em que notam diferenças mais acentuadas nas vibrações desse solo aéreo. "Refleti nas graduações de cores do espectro solar que examinais aí no vosso mundo; considerai que exatamente no ponto onde termina uma cor e inicia-se a vibração diferencial da outra, seja uma 'cinta' da concepção dos solarianos. Suponde que essa cinta é exatamente a nuança mais perceptível entre a passagem, no espectro, da cor laranja para o verde. O espectro é dividido em sete cores ou sete zonas; as cintas representam exatamente a passagem de uma cor para outra. "Em vista de os habitantes do Sol manejarem o poder mental com mais vigor do que vós aí na Terra, pois comandam organismos mais sutis e flexíveis que melhor atendem ao imperativo mental, ascensionam às cintas e zonas mais altas, ou descem às cintas ou zonas mais abaixo. Adaptam-se, estruturalmente, às vibrações do meio, assim como vestis vossos escafandros e trajes de materiais incombustíveis, em relação com o meio. Eis por que o monge vos lembra: 'que é terra muito leve e elástica, em que ninguém se machuca ao cair' tentando idear-vos a estrutura plástica dessa atmosfera e solo superior. "É uma vida mais aérea, em grupos que vivem nas zonas vibratórias correspondentes, em equilíbrio normal aos seus estados vibratórios. As descidas ou ascenções, referem-se a deslocamentos acidentais ou provisórios, em que os solarianos produzem determinadas modificações magnéticas e vibratórias em si próprios, adaptando-se às "zonas" ou "cintas" diferentes em que passam a habitar ou agir.

"Pergunta: - E os elementos que formam a paisagem similar da Terra? "Ramatis: - As coletividades solarianas criam, no fluido circundante, vegetação, árvores, flores, etc., em cores vivas e fascinantes, graças à exuberância do fluido poderoso em que permanecem e que lhes permite agir mais para o interior da vida, diríamos, noutra dimensão auxiliar. "Agindo na causa imponderável, modificam e estruturam no "exterior" efeitos e formas de aspectos indescritíveis e insuperáveis para vós. Naturalmente, essas criações por processos que ignorais, embora comuns e lógicos no Sol, dependem em sua beleza, estabilidade e "habitat", conforme a zona em que são produzidas e desenvolvidas. Assim, nas zonas mais altas tudo é executado com mais perfeição, facilidade e certeza e revela um cunho mais poético. "As zonas inferiores, penetrando mais no solo fluídico solar, só permitem a vida das colinas, das reservas minerais, como diz o monge.

"Pergunta: - Devemos eliminar da mente a ideia de "sementes, mudas e enxertos" no plano da vegetação?

"Ramatis: - Quando dizemos que Deus vivem em Sua Obra e interpenetra toda a Criação, enunciamos a Lei científica de que no fluido cósmico está originalmente o fundamento da Vida em todos os estados e manifestações. No ar que respirais, há o conteúdo "fluídico-magnético" de minerais, vegetais e tudo o que poderá ser materializado ou vitalizado para agir no plano de formas. Quando possuirdes instrumentação adequada, podereis extrair do meio em que viveis tudo aquilo que se corporificou na forma física do vosso mundo! "A dificuldade é que tentais agir com recursos de ordem térmica, para as desmaterializações, quando sereis bem sucedidos, no futuro, com as conquistas definitivas no campo "magnético-eletrônico". "É óbvio que se conseguirdes 6.000 graus centígrados de calor, podeis vaporizar o ferro e desde que possais elevar essa temperatura a 20.000 ou 100.000 graus de calor, terminareis eterizando o ferro de tal modo que ele desaparece em radiações no mundo imponderável, invisível para vós. E se por um processo inverso pudésseis baixar essa temperatura de 100.000 para o grau exato do resfriamento do ferro, obteríeis, novamente a mesma substância que havíeis libertado no Espaço. "Quando vossas mentes obtiverem a segurança evangélica para traçardes objetivos sadios e superiores, asseguramo-vos que sereis "deusinhos em miniatura", criando e intervindo no meio relativo aos vossos metabolismos científicos. "Em consequência, as "sementes, mudas e enxertos" que mencionais, palpitam em torno do Sol, semi-materializadas, podendo se desenvolver no meio adequado aos seus estados fluídicos. E assim ocorre, graças aos processos de "plantação e cultivo" no campo vibratório em que os solarianos agem. E quando o Sol se resfriar na figura do vosso mundo Terra, essas "sementes, enxertos e mudas" também estarão no nível desse resfriamento, materializando-se no seio da terra e então produzindo vegetação na intimidade do solo seivoso. "E no equilíbrio cósmico, à medida que o Sol for perdendo sua radioatividade calorífera, outro mundo solariano já estará se aproximando para atendê-lo, "por fora", no fornecimento de calor que está sendo debilitado "por dentro"! Assim como a velhice humana exige a cooperação dos jovens, essa mesma Lei Imutável que age em todos os setores do Cosmos atende aos astros que envelhecem mas ainda devem servir, aproximando-lhes outros mundos de vitalidade jovem. "ATerra, que em sua infância foi mundo símile ao Sol, descrevia um tráfego mais excêntrico e mais distante, algo solitária na galáxia de que faz parte, atendendo, também, às convocações d'outros mundos em resfriamento. Atualmente usufrui o socorro do Sol, dentro da Lei Evangélica que o Cristo enunciou em vosso mundo e é Lei Cósmica: "Fazei aos outros o que quereis que vos façam"!

"Pergunta: - Compreendemos melhor a questão dessa paisagem algo gasosa ou fluídica. Pediríamos ainda vossa explanação na parte dos minerais.

"Ramatis: - As montanhas que o monge assegura serem de 20.000 metros de altura ou mais, de substância semi-sólida, instável, desprendendo gases como em vossas manhãs de inverno, são verdadeiras usinas de energias ambientais aos próprios seres encarnados no Sol. Regiões de talco, fósforo, mercúrio, ouro, prata ou sal, não vos devem constituir surpresas, pois os tendes em abundância em vosso mundo, variando, no entanto, o estado físico. "Na realidade, correspondem exatamente ao estado de resfriamento do vosso mundo, enquanto no Sol apresentam um aspecto mais gelatinoso, instável, em equivalência com a idade solar. O monge vos confirma de que estão na fase semi-material de exsudação gasosa, "ricas em matérias radioativas, com tensões elétricas", etc., comprovando-vos que os corpos sólidos são mais energéticos, ativos e de expansão radioativa, quanto mais próximos dos estados gasosos. Isto é lei comum no vosso mundo terreno." As quedas térmicas no Sol, nas variações do metabolismo químico e físico em assombrosas mutações, explicam-vos as "manchas solares", de ação comprovada nos fenômenos do campo eletrônico da Terra. São, realmente, recuos e jorros de energias magnéticas que fluem e refluem para a atmosfera do Sol, à distância da crosta instável e acima da vida comum dos habitantes. "O calor irradiado, reprimido por enormes quantidades de nitrogênio, é apenas pálida ideia das futuras reservas de azoto, para uma humanidade próxima da forma humana terrestre. Tudo se modificará e se substituirá, sob a égide da Lei Cósmica, adaptando-se o habitante na conformidade das modificações do meio.

"Pergunta: - Podíamos ter uma ideia melhor dos seus vestuários, etc.? "Ramatis: - O vestuário, a alimentação, os enfeites, o senso poético e os gozos artísticos são análogos aos vossos, mas em substância rarefeita, vibrátil e plástica que corresponde ao dinamismo poderoso dos solarianos. Aliás, esses habitantes são espíritos de natureza mais delicada, de coração magno, afetivos, mais ao nível daquela expressão do Cristo: 'Vinde a mim as criancinhas'! E na conformidade da correspondência vibratória no Cosmos, vivem num orbe, também, em sua fase de infância, como é o Sol. "Não pretendais aquilatar se são mais elevados ou menos superiores do que vós terrestres; nas suas intimidades espirituais são já mui acima de vossas atuais categorias espirituais. Depuraram-se, alhures, em outros mundos e gozam o direito de usufruir atmosfera mais pura em sua formação e mais dinâmica, dando-lhes meios para concretizarem certos sonhos e ideais impossíveis em mundos demasiadamente sólidos!

"Vivem emoções além de vossas concepções comuns no campo da poesia, da música e da pintura, num estado de pureza e intimidade acima dos prazeres e gozos da Terra. Podem usufruir o júbilo emocional em um dia, de emoções que vos custariam 10 anos de participação contínua. É claro que quanto mais rude e densa a natureza orgânica dos mundos em que viveis, mais dificultosa é a recepção psíquica das vibrações que repercutem na intimidade da alma. A luz, em sua extraordinária velocidade, é que exerce maior deslumbramento na retina espiritual, provando-nos que as expressões mais evoluídas, são também as mais dinâmicas! "Não vos deve admirar que as casas dos solarianos sejam de mármore verde, ou de ouro ou cristal puro, rodeadas de folhagens aromáticas. Num mundo onde a economia não se cinge à quantidade de determinados metais, porém, às relações produzidas pelo ouro do coração, minerais preciosos ou jóias resplandecentes deixam de ser substâncias desejadas. "Se a vossa Terra fosse 3/4 partes de prata, ouro e cristal, e uma parte de barro fértil, nutritivo, haveríeis de vos matar por um pouco de lama e a teríeis em vossos lares, guardada em ânforas douradas. É o vosso senso utilitarista que atribui valores extrínsecos maiores ao que Deus criou sem segundas intenções! "Os camelos, aves, faisões, reproduções mais ou menos ao nível terráqueo, comprovam-vos o que já vos disse extensa bibliografia mediúnica: os animais também se reencarnam n'outros planos para alcançarem o progresso compatível aos seus estados vibratórios. Criações divinas, como também o são, os animais não fogem à regra para aquisição duma consciência espiritual, através de mundos graduáveis às suas conquistas no plano mental.

As formas exteriores que os revestem, não os privam do direito dado pelo Pai, uma vez que muitos de vós, já portadores de uma consciência mental, ainda vos revelais, por vezes, em atos de degradação animal! "Encerramo-vos a comunicação, porque não se enquadra em assunto especialmente doutrinário e escapa aos nossos programas ultimamente traçados para as demonstrações da Lei Cósmica através do Evangelho do Cristo. Oportunamente, quando a pauta do vosso tempo e da nossa responsabilidade se tornarem mais acessíveis, dar-vos-emos elucidações mais minuciosas do assunto. PAZ E AMOR - Ramatis***

ADENDA - Após o encerramento das duas mensagens julgamos oportuno acrescentar, a título de lembrete, os seguintes dados fornecidos ultimamente pela ciência. O nosso planeta Terra está envolvido e circunscrito por diversas camadas atmosféricas, sobrepostas, das mais variadas propriedades e efeitos. Assim, temos em altitude, a partir da crosta terrestre, as seguintes camadas: Troposfera, Tropopausa, Estratosfera, Ionosfera e Exosfera, a mais distante. Entre a Ionosfera e a Exosfera, a partir da altitude de 640 quilômetros, existe uma camada ou cinta atmosférica que nos envolve, como as demais, que é de poucos conhecida. Essa camada tem a estranha propriedade de manter-se numa temperatura de aproximadamente 4.000 graus Fahrenheit ou sejam aproximadamente 2.200 graus centígrados, algo inacreditável se compararmos essa temperatura com os 100 graus que põem a água em ebulição. Uma pequena meditação a respeito desses dados científicos esclarecer-nos-á certa correlação com o assunto "O Sol". Este folheto pode ser divulgado livremente, por via oral ou por escrito.*Fineza passar adiante Distribuído por: Major L.C.W.

CURITIBA - Estado do Paraná

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