Povo africano a coletividade-célula da África -

A coletividade-célula humana, destinada a romper os grilhões férreos dos crimes contra a vida, foi agrupada em torno do Território Africano. Ali, a egrégora continental reunia as condições primárias para receber a segunda etapa, o segundo ciclo de espíritos reencarnantes.

A primeira etapa destinou-se à constituição do ser humano, miscigenado entre espécies terrícolas e não terrícolas, posto que, em solo africano, deu-se o encontro de diferentes raças para as quais estava destinada a mistura gênica dos caracteres essenciais à futura humanidade terrena.

Forte carga de energismo vital foi produzida no espaço e liberada, sobre esse território, criando no astral o meio de propagação de fluidos que mais tarde serviriam de veículo para agregação de outro lote de espíritos, agora mais semelhantes à forma humana, porém ainda com forte magnetismo animal.

p: Mestre, é como se o continente africano fosse um berço espiritual destinado a depurar o energismo humano, desenvolvendo, mais, certos tipos de energia?

r: Apesar de ainda não conseguir elevar a mente às esferas mais altas, o exercício mediúnico vem permitindo o aumento da compreensão e o desenvolvimento da intuição. Fazendo os ajustes e correções convenientes, afirmo que o continente africano pode ser considerado verdadeiro berçário espiritual de onde partem emanações fluídicas criadoras que permitem a tonificação dos fluxos energéticos astrais que transitam pelos canais de energia humana, os chacras, desenvolvendo-os na mesma medida em que se faz necessário, pelo progresso e depuração da alma.

Enquanto passam fome, as crianças, os jovens e os adultos africanos liberam do chacra esplênico o violento caráter agressivo de suas almas e que, em outras oportunidades, representaram fator de crimes hediondos contra a humanidade.

Não queremos com isso defender a insana distribuição de rendas e alimentos que subjuga fracos e indefesos, lançando-os ao martírio da miséria e da fome. Apenas esclarecemos para vossas mentes ainda infantis e atrasadas, na compreensão da vida espiritual, que nenhum sofrimento atinge uma criatura sem que não tenha sido cuidadosamente estudado o intercâmbio das forças construtoras da alma e, sem que não tenham sido meticulosamente medidas as consequências da atuação dos instrumentos da dor no progresso das criaturas.

Quando compreenderdes a amplitude do amor de Deus, então começareis a perceber que nenhum dos seres existentes está ao desamparo e o que para vós sai da boca, como mera repetição mecânica de frases conjugadas à guisa de oração, não passa de vazio decorrente do desconhecimento de suas almas, ainda primárias no alcance do verdadeiro sentido da misericórdia Divina.

Vêem os africanos sofrendo e expurgando crimes hediondos do passado e, embora de suas vozes ecoem gritos e lamentos de dor, a sujeira expelida por suas mentes encontra teor de agressividade e violência reduzidos, em relação à outras coletividades-células, que em estágio anterior a essas, ainda destilam o veneno potentíssimo do orgulho elevado à fúria ensandecida.

A falta dágua, a escassez de alimento e a pobreza miserável das populações africanas são as portas abertas à prática da fraternidade caritativa que convida outras coletividades-células a se unirem em favor das criancinhas, mulheres e idosos, aparentemente desprotegidos e carentes de toda sorte de ajuda material. Deve sensibilizar os seres humanos aquele estado de extrema penúria.

Deve despertar o sentimento de compaixão que anima a alma no exercício da caridade, elevando os espíritos acima do egoísmo profano, alçando-os como aprendizes das condições transformadoras que levam ao altruísmo sagrado.

Quisera vossa humanidade, através das linhas ditadas, alçasse a mente na compreensão do encadeamento sadio que há entre ocorrências temporárias e acontecimentos duradouros envolvendo as coletividades-células.

Muito se poderia progredir, poupando lágrimas e gritos desesperados. O mundo que viveis é o livro aberto da vida onde Deus escreve todas as coisas para vos instruir. Mas, qual analfabetos, ainda sois incapazes de decodificar o abecedário da vida espiritual e, assim permanecerão, enquanto o apelo material dominar em vós.

Muito conhecimento tem sido produzido sobre a Terra e ele, em geral, serve à perpetuação do ciclo da vida na matéria, que é transitório, enquanto o ciclo da vida espiritual permanece como conhecimento inaudito, restrito a pequenos círculos de iniciados, nem sempre fidedignos ao que lhes é lançado e, quase nunca, interessados na profundidade de seus conteúdos iniciáticos.

Contudo, apesar do analfabetismo humano, a Lei do Progresso não detém sua marcha, avançando, a despeito da negligência de sua humanidade assaz infantil, nas coisas do espírito. O preconceito predomina.

Quando pararem de encarar o sofrimento como seu adversário a ser enfrentado e decidirem aceitar que são apenas as consequências que decorrem das imperfeições trazidas na alma, então compreenderão que vosso maior adversário sois vós mesmos e, portanto, é a ele que deveis enfrentar e vencer.

Somente quando a batalha no campo moral das individualidades planetárias estiver vencida, as ligações sadias constituirão coletividades-células de igual saúde, higienizando-se por conseguinte, o (status) planetário e então o tônus vibratório do planeta poderá reverter-se, pelo esforço coletivo de amar e servir incondicionalmente, como ensinou o Rabi da Galiléia.

Enquanto não for possível o salto evolutivo pelo esforço e pelo trabalho, a dor se encarregará de efetuar os ajustes nas arestas pontiagudas de vossas almas ainda inferiores e imperfeitas, derramando sobre vós o bálsamo ainda incompreensível do choro.

Ramatis, em 08/09/2006

Livro Os decaídos e sua trajetória terrestre vol. 3

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