A TUA MENTE NÃO É O TEU CÉREBRO -

Há muitos cientistas que procuram dentro do cérebro as funções da mente humana. Isto é o mesmo que investigar o interior de um aparelho de rádio em busca da voz que se ouve, e perguntar como é que os circuitos electrónicos são suficientemente inteligentes para saberem quais as taxas da bolsa de valores, onde estão a ocorrer os engarrafamentos de trânsito, qual a previsão do tempo, e as outras informações que a rádio costuma fornecer!

Obviamente o aparelho de rádio não sabe de todas estas coisas; o que faz, com muita eficiência, é detectar o campo electromagnético codificado com toda aquela informação, ou seja, o sinal de transmissão em que se encontra sintonizado!

De igual forma, também o cérebro detecta o que ocorre no campo mental.

Embora o teu cérebro esteja um tanto limitado pelo hábito do que costuma sintonizar, tu podes ampliá-lo um pouco. Tu possuis uma «estação favorita» à qual dedicas quase todo o teu tempo de audição; mas, com um pouco de prática facilmente poderás deslocar, para cima e para baixo, o teu «sintonizador de frequências».

Aqueles que fazem isto sem se aperceberem ficam muito confundidos com todas as «estranhas emissões » e os «ruídos de estática» emitidos pelas outras pessoas!

O cérebro, em si mesmo, não sabe nada, evidentemente. Ele é um milagroso descodificador e tradutor, uma antena surpreendentemente complexa em relação aos campos mental e físico, processando os sinais provenientes dos sentidos externos e correlacionando-os, por forma a oferecer um quadro completo da realidade física. Quando os teus olhos vêm um padrão de energia, o cérebro converte esse emaranhado de sinais em imagens de mesas, cadeiras, árvores, etc. No entanto, as funções da mente - o pensamento, por exemplo - estão ancoradas no campo mental, não no cérebro.

Não penses que estou a minimizar as funções do vosso cérebro. Na sua qualidade de «biotransdutor» ele é um dos transmissores/receptores de energia electroquímica mais complexos que existem em qualquer plano físico, em qualquer parte do Universo. E foram vocês, enquanto ESPÍRITO, que o conceberam e desenvolveram como resposta à necessidade da espécie humana se focalizar totalmente no plano físico.

O vosso cérebro é único no Universo!

Portanto, aquilo que te parece ser o «tu», na verdade, não passa de um certo número de campos, cada um dos quais sustenta uma banda de energias surpreendentemente complexas, compostas por um enorme número de frequências interativas. Esta combinação de energias, ou marca energética, define a tua personalidade...e é única no Universo! Estes padrões indescritivelmente complexos que constituem o «tu» que tu conheces, variam constantemente de acordo com as alterações que, a cada momento, ocorrem nas intenções e nas funções do teu eu-espiritual. Assim sendo, torna-se urgente que aprendas a ser sensível às suas energias.

Por exemplo, se estás ocupado e, de repente, a coisa deixou de te interessar, é bom que pares e vás fazer outra coisa... ou não fazer nada. Esta mudança de estado significa que ocorreu uma deslocação dimensional mais elevada, pelo que a energia, simplesmente, se escapou do que estavas a fazer.

Também é possível que estejas num determinado lugar e, de repente, sintas que tens de sair dali. Dá-te a honra de respeitar esse sentimento e sai. Não te desculpes; diz simplesmente: «É tempo de me ir embora.»

Embora as frequências energéticas dos campos físico, emocional e mental não se sobreponham, ocorrem ressonâncias extremamente complexas entre elas; por exemplo, a energia do medo do corpo emocional afogará os pensamentos de otimismo do corpo mental.

Distintos tipos de energia também interagem dentro de um mesmo corpo; por exemplo, uma frequência de medo cobrirá, e muito provavelmente excluirá, a frequência do amor. Isto ocorre devido à forma como estas duas frequências interagem entre si: o medo – quer esteja a ser manifestado como suspeita, ciúmes, arrogância, menosprezo por si mesmo, etc.– é uma energia de baixa frequência que bloqueia as energias de frequências mais elevadas.

Bom, não julgues o medo como algo «mau» (ele é, de facto, um excelente professor no que toca a determinadas lições), mas encara-o – e isto é urgente – como aquilo que, na verdade, é: simplesmente energia!

No entanto, é sempre o medo que está na base dos sentimentos de inadequação, de incapacidade de lidar com a vida ou com algum aspecto específico dela; e, lá bem no fundo, é nele que assenta a sensação de estares separado do ESPÍRITO(Deus).

Repara, no entanto, que não passa de uma sensação de separação, pois, na verdade, tu jamais estás, estiveste ou estarás separado. Não é assim que o Universo funciona!

O medo pode ter uma magnitude tal que invada completamente os teus campos e distorça, por completo, todas as emoções e pensamentos. Isto levar-te-á, é claro, a interpretar o acto mais gentil como um mero interesse egoísta. Felizmente, tal como veremos, a emoção do amor actua exactamente da mesma maneira e pode inundar todos os teus campos.

Provavelmente, aquilo que melhor determina a forma como te sentes e até que ponto estás «em forma », é o grau de alinhamento dos corpos emocional e mental. Relembra que um corpo é a combinação de um campo e dos seus conteúdos; assim, quando estão equilibrados, eles posicionam-se simetricamente à volta do corpo físico e vibram na proporção mais adequada. Todavia, após uma violenta discussão com alguém, o emocional poderá ficar literalmente «torcido», ao passo que o mental, após um trabalho cerebral intenso, poderá dar a sensação de estar localizado exclusivamente à volta da cabeça e de vibrar de forma errática.

Mais adiante veremos algumas técnicas que te ajudarão a realinhar os corpos, mas, por agora, é suficiente que saibas que os tens!

Fonte: Um Manual Para a Ascensão